A palavra curió significa "amigo do homem" na língua tupi
guarani. Pode ser encontrado em todas as regiões do Brasil,
mas é bastante raro em vários Estados. O curió vive em matas, especialmente próximo a brejos.
Quando novo, o curió tem a cor marrom. Na idade adulta, as penas do macho ficam pretas com uma mancha branca na
ponta das asas e barriga e uma mancha vinho no peito.
A fêmea apresenta a cor marrom mesmo na idade adulta.


 

O curió possui um lindo canto que pode ser comparado a um violino. Os cantos mais conhecidos e apreciados pelos criadores são o paracambi, praia grande, vivi-tetéu e vitéu. O curió aprende a cantar com os pais ou com o professor de canto - uma caixa de som que reproduz o tipo de canto desejado.
A reprodução ocorre normalmente de agosto a março, com 3 a 5 chocas por ano. Como o curió é defensivo ardente do seu território, apenas um casal deve permanecer no local do acasalamento. A reprodução em cativeiro é fácil: basta um ambiente arejado e claro, sem correntes de ar nem excesso de calor ou frio e que receba o sol da manhã. Os criadores utilizam gaiolas de arame, gaiolões ou viveiros para a reprodução e aconselham a plantar pequenas árvores dentro do viveiro, como o pinheirinho. Nos gaiolões e gaiolas de arame, devido ao espaço menor, devem ser colocados alguns ramos ou corda de sisal para estimular a fêmea a complementar a construção do ninho.
O curió se alimenta basicamente de alpiste, painço branco, preto, vermelho e verde, arroz em casca, areia mineralizada e farinhadas, além de verduras como o almeirão, chicória, espinafre e catalônia - todas bem lavadas. O curió também gosta de milho verde, abobrinha e jiló.